Rede de Agroecologia Povos da Mata é tema de trabalho acadêmico no curso de Agroecologia da UFPB

A Rede de Agroecologia Povos da Mata foi tema de um trabalho acadêmico apresentado no curso de Bacharelado em Agroecologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Campus III, em Bananeiras. A pesquisa integrou a avaliação final da disciplina Certificação da Produção Orgânica e teve como foco a trajetória, a organização e os impactos do Sistema Participativo de Garantia (SPG) desenvolvido pela Rede. O trabalho foi apresentado no dia 24 de julho pela estudante Iva Letícia Lóscio Rodrigues.

Para a elaboração do seminário, a estudante pesquisou a trajetória da Rede, sua estrutura de funcionamento, as principais atividades desenvolvidas e os impactos sociais da Certificação Orgânica Participativa. A pesquisa teve como base o Manual Prático do Sistema Participativo de Garantia (SPG), informações disponíveis no site da Rede de Agroecologia Povos da Mata, a série documental Alegrias de Viver em Rede, produzida por Tatiane Botelho em 2024, e o capítulo dedicado à Rede no livro Sistemas Participativos de Garantia do Brasil: Histórias e Experiências. A escolha da experiência da Rede evidencia o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Rede de Agroecologia Povos da Mata como referência para o estudo da Certificação Orgânica Participativa em diferentes regiões do Brasil.

Como parte da pesquisa, Iva Letícia realizou entrevistas estruturadas com Paula Ferreira, Cláudio Lyrio e Marcos Tamas, membros da Rede de Agroecologia Povos da Mata. O contato foi possível com o apoio de Claubert Santos, morador do sul da Bahia, que contribuiu para aproximar a estudante dos integrantes da Rede.

Segundo Iva Letícia, a pesquisa permitiu conhecer de perto uma experiência que demonstra a força da organização coletiva e da agroecologia em rede. Para ela, a trajetória da Rede de Agroecologia Povos da Mata evidencia como agricultores e agricultoras, consumidores, técnicos e organizações parceiras constroem, de forma participativa, iniciativas capazes de fortalecer a agroecologia, valorizar as identidades culturais dos territórios e promover impactos sociais positivos.

Ao avaliar a experiência, a estudante destacou a importância da pesquisa para sua formação acadêmica.

“Como futura agroecóloga, pesquisar e ouvir em primeira mão sobre experiências de redes vivas de colaboração enriquece muito minha jornada formativa. Agradeço demais pela oportunidade!”, afirmou.

Deixe uma resposta